quinta-feira, 18 de outubro de 2012

REFLEXOS


Fixei os olhos naquele vidro lustroso e divaguei.

Havia muito naquele cômodo daquele que me prendia. De repente, o via pequenino e adolescente, comecei a vasculhar com minha retina e me adentrar naquela história, naquelas vidas. Tentei arrumar algum espaço ali que não estivesse preenchido, mas tudo parecia estar no seu devido lugar e as extensões daquele ambiente eram corretas, pois ali ele precisaria transitar sem sentir-se sufocado e tudo lá estava direito.

Interessante era que, estava eu a fantasiar tudo aquilo mesmo com ele envolto em meus braços, jamais pensara que numa oportunidade daquelas estaria presa ao mesmo mundo que lhe cercara e que minha confusa mente aparente vagueava.

E com o continuar da perambulação as horas passavam e eu estava plena que nada havia sido em vão, parecia ter sentido, mas não explicação.

Foi quando tudo foi se encaixando com peças precisas, e vi que ali era como um exílio, embora pertencentes do mesmo mundo, éramos nós separados enquanto viventes no mesmo, e  que não tínhamos desprendidos dele ainda.

Daí então vi que a comunhão estabelecida antes não iria além das idéias lançadas naquele cômodo, e consequentemente assim estamos agora. Aqui e Ali. Lá e Cá. Amanhã só será!

Bem, e com o passeio dado verifiquei minha visão não mais turva, vi que o que revestia meus olhos não havia sido conciso e nítido comigo e então pude ver a reflexão naquele ESPELHO então.

Assim, tirei meus olhos daquele vidro lustroso, fechei a porta daquele quarto e sem mais fui embora.

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