sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Hoje.

É um dia angustiante, em que um simples passo a ser dado com mais força por outrem chega a arrepiar os cabelos, sinto o corpo perder o equilíbrio, mãos tremulas, uma sensação estranha. Não há som da minha voz, pois não ouso abrir a boca, estou tão longe, em um lugar que só eu posso me encontrar, não sinto necessidade de argumentar nada, mas ouço cada sílaba, sentada, muda, com sorriso nos lábios.
O tempo esteve nublado na maior parte da manhã, não, não murmuro, cheguei a divagar em uma floresta com um copo de vinho, um olhar fixo, e pensamentos desconexos, se eu dissesse que insano seriam, poderia ser uma ofensa a mim mesma, pois não havia raciocínio lógico, nada macabro ou tenebroso, mas nada de saltitante para um final de semana. A angústia que predominava, ora ruim, ora terrível, mistura de cansaço, preguiça de ouvir as mesmas conversas me fez pensar no inexistente ao ilógico, um dia em que símbolos que não aprecio me perseguiram, não vou junta-los e esperar o que vai acontecer, porque não sei qual ser resistiria por algo que apenas sensação é. Sem martírios ou perda do auto domínio, sem lembranças das imagens do passado revistas e uma boa dose de leitura e sono, embora no momento em que meu corpo se desprenda desse mundo, ainda tenho sonhos lúcidos quando em minha cama me deito, por mais que sejam como ontem, tão fidedignos as cenas de hoje, agradeço também

3 comentários:

  1. Taõ terrível quanto falta o sopro de vida em nós, não ?

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  2. rsrs
    O hoje da eternidade

    É muito bom ler seus textos menina...

    bjs

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