sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Talvez você sinta como eu senti

Gostaria de convidá-los para olhar para cima. Literalmente! Venham!
Fiquei ali apreciando a intrepidez daquele ser,  tão concentrado, tão seguro do seu atrevimento. Estava eu ali à mercê do seu encantamento, passei a morder os lábios, comecei a sentir arrepios pelo corpo. Há poucas horas o tinha ao lado e já me via ali intrínseca num jogo ousado.
Nunca me prometi fazer ou desfazer de algo que o envolvesse, seria o que tinha que ser, e assim foi.
Narrar todo fato ocorrido é traição com meu particular que não se finda, é querer ser o que jamais seria assim nada escondo, mas com zelo guardo os momentos vividos em um lugar sem placas indicatórias.
 Então para que rodear com palavras cobertas de verniz algo tão privado e sem fim destinado?
Não sejamos frios! Hoje é sexta-feira e a lua nos namora com sorrisos largos e braços dispostos a nos embriagar de abraços demasiadamente justos, numa extensão que passeia pela terra.  
Pus os pés lá fora, assim descalça mesmo, não sei o que ele te faz sentir, mas o cascalho me massageia de tal forma que eu me sinto descansada e achei maldade sem tamanho não compartilhar, sem desviar, vá até lá fora agora e veja a lua. Agora, outra hora você não a olhará com esses olhos de curiosidade para querer se surpreender, entende?
Aludindo-os com essa obra do céu eu os digo para ir lá fora conferir, porque chega a ser como um dia desses que se passara nessa minha semana. Cheio de ousadia da luz que nos ilumina. Seja de uma alma encantadora, seja de um satélite natural. Só sei que hoje não é mais uma sexta-feira, hoje é um dia que reluz algo descomunal. 

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